Baixar Hino da Paraíba Origem O Hino do Estado da Paraíba foi composto em 1905, com música de Abdon Felinto Milanez e letra de Francisco Aurélio de Figueiredo Melo. Sua primeira audição solene aconteceu a 30 de junho de 1905, concerto oferecido pelo músico Abdon Milanez em benefício à Santa Casa de Misericórdia da Paraíba, […]

Baixar Hino da Paraíba


Origem

O Hino do Estado da Paraíba foi composto em 1905, com música de Abdon Felinto Milanez e letra de Francisco Aurélio de Figueiredo Melo. Sua primeira audição solene aconteceu a 30 de junho de 1905, concerto oferecido pelo músico Abdon Milanez em benefício à Santa Casa de Misericórdia da Paraíba, no Teatro Santa Roza. Encontravam-se presentes à solenidade os senhores Álvaro Machado, Presidente do Estado da Paraíba, D. Adauto de Miranda Henriques, seminário diocesano, autoridades federais, estaduais e o povo em geral.

Vários governos tentaram oficializar o “Hino do Estado da Paraíba”, porém sem sucesso. Somente em 1978, no governo do Sr. Dorgival Terceiro Neto, o Sr. João Maurício de Lima Neves, Secretário de Estado da Educação e Cultura, constituiu uma comissão composta pelo musicólogo Domingos de Azevedo Ribeiro, historiador Deusdedit de Vasconcelos Leitão, e os professores Luzia Simões Bartolini, Pedro Pereira dos Santos e Gerardo Parente para, sob a presidência do primeiro, promover estudos e opinar sobre a oficialização do hino. Após três meses de debates e discussão, a comissão enviou relatório, concluindo que fosse oficializado como “Hino do Estado da Paraíba”, a música de Abdon Milanez, com a letra de Aurélio de Figueiredo, por entender que tal composição, ressalvados alguns detalhes de ordem técnica, era a que mais se ajustava ao sentimento e à tradição do povo paraibano.

Letra

Letra: Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo
Música: Abdon Felinto Milanês

Salve, berço do heroísmo,
Paraíba, terra amada,
Via-láctea do civismo
Sob o céu do amor traçada!

No famoso diadema
Que da Pátria a fonte aclara
Pode haver mais ampla gema:
Não há Pérola mais rara!

Quando repelindo o assalto
Do estrangeiro, combatias,
Teu valor brilhou tão alto
Que uma estrela parecias!

Nesse embate destemido
Teu denodo foi modelo:
Qual Rubi rubro incendido
Flamejaste em Cabedelo!

Depois, quando o Sul, instante,
Clamou por teu braço forte,
O teu gládio lampejante
Foi o Diamante do Norte!

Quando, enfim, a madrugada
De novembro nos deslumbra,
Como um sol a tua espada
Dardeja e espanca a penumbra!

Tens um passado de glória,
Tens um presente sem jaça:
Do Porvir canta a vitória
E, ao teu gesto a Luz se faça!

Salve, ó berço do heroísmo,
Paraíba, terra amada,
Via-láctea do civismo
Sob o Céu do Amor traçada!

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